PNEUMONIA
ASIÁTICA
Uma visão holística desta doença, analisada
pelo terapeuta Michel Kallas.
GRIPE
A medicina desenvolveu uma terapêutica materialista,
vendo o corpo humano exclusivamente como matéria. Pela
ordem, vou assinalar os pontos em que residem os seus maiores
erros, tomando como exemplo uma doença. A gripe é
a mais comum das afecções, mas sua causa permanece
obscura para a medicina.
Há alguns anos, passou a ser atribuída ao contágio
de vírus transmissíveis pelo ar ou à
alergia. Do nosso ponto de vista, trata-se de uma tese pueril
que não toca a raiz do problema e que, num futuro próximo,
deixará de ter qualquer validade.
O corpo humano tem várias toxinas hereditárias,
algumas reconhecidas pela medicina oriental - como as que
causam varicela, sarampo, coqueluche etc. - e outras que essa
medicina desconhece. O corpo procura expelir essas
toxinas por meio de ações fisiológicas
naturais. A esse processo, damos o nome de ação
purificadora. As toxinas se acumulam em várias partes
do corpo, mas tendem a concentrar-se nas áreas onde
os nervos são mais ativos. Os nervos mais utilizados
são os da parte superior do corpo, especialmente os
mais próximos do cérebro. Quando o homem está
acordado, ainda que os seus braços e pernas estejam
em repouso, os seus olhos, ouvidos, nariz, boca e cérebro
não descansam nunca. Por isso, os ombros, pescoço,
gânglios linfáticos, nuca, glândulas salivares
e, principalmente o cérebro, incluindo o bulbo, são
as áreas de maior acumulação de toxinas.
Aos poucos, as toxinas que durante o dia se acumularam nesses
pontos, vão se solidificando. E quando a acumulação
atinge um certo limite, inicia-se o processo de sua eliminação.
Nesta ação eliminadora devemos ver uma dádiva
da Natureza, porque as toxinas solidificadas obstroem a circulação
e endurecem os ombros e o pescoço, causando cefaléia,
cabeça pesada, redução da acuidade visual,
auditiva e olfativa, entupimento nasal, piorréia, dentes
fracos, falta de ar,fraqueza nos braços e pernas, dores
nas cadeiras, edemas, etc. Isto reduz a capacidade do homem
de exercer as suas atividades, impedindo-o de cumprir a sua
missão. Por isso, o Criador criou a maravilhosa ação
purificadora a que chamam doença.
O que o homem identifica como doença são os
sofrimentos decorrentes do ato de eliminação
das toxinas. Mas na verdade, a doença é imprescindível
para a saúde, pois é uma ação
que purifica o sangue. Por isso podemos dizer que é
a maior das graças divinas. Se as doenças fossem
completamente suprimidas, a humanidade definharia cada vez
mais e finalmente se extinguiria. Isto pode parecer contraditório,
pois eu falo na criação de um mundo isento de
doenças. A diferença fundamental é que
quando o homem ficar livre de toxinas, a ação
purificadora deixará de ser necessária, pois
as doenças terão desaparecido. Chamei de ação
purificadora ao processo de eliminação das toxinas
solidificadas. Quando se contrai uma gripe, o primeiro sinal
é a febre. A Natureza serve-se da febre para dissolver
e liqüefazer as toxinas, a fim de facilitar a sua excreção.
Essas toxinas liqüefeitas infiltram-se imediatamente
nos pulmões, de um modo verdadeiramente misterioso.
Isso se torna mais evidente quando estimulamos o correto funcionamento
do sistema
imunológico de uma pessoa e as defesas naturais do
proprio organismoentram em ação. Dissolvidas,
as toxinas se infiltram imediatamente nos pulmões,
atravessando até mesmo músculos e ossos. Se
a gripe dissolver as toxinas solidificadas de uma ou duas
áreas do organismo, os sintomas serão leves.
Mas quanto maior o número de áreas, mais pesada
será a purificação. É assim que
um resfriado inicialmente leve pode transformar-se numa gripe
muito forte.
Depois
de liqüefeitas, as toxinas mais delgadas podem ser eliminadas
imediatamente dos pulmões. As mais grossas, ali estacionam
temporariamente, aguardando o bombeamento mais enérgico
da tosse, para serem expelidas. A tosse expele o catarro da
mesma maneira como o espirro expele o muco nasal.
De modo análogo, as dores de cabeça, de garganta,
a otite, amigdalite, dores nas juntas dos pés e das
mãos, nas virilhas, etc. são sintomas de que
as toxinas que estavam solidificadas nessas áreas se
dissolveram e começaram a movimentar-se procurando
uma saída, irritando, conseqüentemente, o sistema
nervoso. Também aqui as toxinas liqüefeitas podem
ser grossas ou delgadas.
As grossas se transformam em catarro, muco, diarréia,
etc.; as mais delgadas são eliminadas sob forma de
suor ou urina.
Assim, a ação purificadora se processa de maneira
lógica e natural.
Admirável técnica do Criador! Não é
possível que Deus, tendo criado o homem, lhe dê
sofrimentos que o atormentem e impeçam as suas atividades.
O ser humano foi criado para ter sempre saúde. Com
suas idéias errôneas, porém, o homem criou
toxinas e as acumulou. Por isso, surgiu a necessidade de eliminá-las,
ou seja, a doença. Quando se permite que a gripe siga
o seu curso natural sem opor-lhe nenhum tratamento, a purificação
é perfeita e a recuperação é normal,
aumentando a saúde do indivíduo. Portanto, o
homem pode contrair gripes com a maior freqüência
possível, porque assim poderá cortar pela raiz
moléstias contagiosas como a pneumonia ou a tuberculose.
Mas, estranhamente, não se sabe porquê nem quando,
a humanidade interpretou a purificação ao contrário
e, desde então, quando contrai uma doença, faz
tudo o que pode para tolher a purificação.
Encarar os sofrimentos decorrentes da purificação
como indício de piora constitui um erro terrível.
Temendo a febre, o homem procura baixá-la. E ao baixar
a febre, interrompe a dissolução das toxinas
solidificadas. A tosse e todos os outros sintomas diminuem
e a doença parece ter sido curada. Mas, ao contrário,
o que o tratamento médico fez, foi simplesmente tentar
re-solidificar as toxinas que já haviam começado
a dissolver-se. Esse é o efeito das bolsas de gelo,
cataplasmas, medicações, injeções,
etc. Com a total solidificação das toxinas,
desaparecem os sintomas e o homem se alegra, julgando estar
curado. Mal sabe ele que esses métodos supressivos
ataram a mão que iria efetuar a limpeza. Isto é
comprovado pelos fatos.
Freqüentemente ouvimos dizer que uma gripe se complicou.
Isto se deve às tentativas feitas pelo homem para impedir
que o organismo se purifique. O atrito entre a purificação
e a contra-purificação prolonga o processo.
E mesmo quando advém a cura, a gripe não tarda
a voltar.
Os resultados indicam que os tratamentos médicos, através
dos remédios utilizados atualmente não são
meios para curar doenças. São um meio de não
curá-las e prolongá-las. A verdadeira cura consiste
na eliminação das toxinas e na limpeza do organismo,
a fim de livrá-lo das causas das enfermidades. A verdadeira
medicina é a que ajuda o organismo, quando surge uma
purificação, a dissolver rapidamente a maior
quantidade possível de toxinas. Esta é a única
terapêutica genuína.
Suprimir a purificação é como protelar
uma dívida. Suponhamos que ao ser instado pelo credor,
o indivíduo, em lugar de saldá-la com um pouco
de sacrifício, prefira pagá-la com dinheiro
emprestado a juros.
Temporariamente sente-se aliviado. Mas ao vencer o prazo de
pagamento, torna a endividar-se, protelando o problema por
mais algum tempo. Enquanto isso os juros se
acumulam, aumentando o saldo devedor. Os pedidos de pagamento
são cada vez mais insistentes mas, ante o montante
da dívida, torna-se quase impossível resgatá-la.
Os credores, insatisfeitos, movem uma ação judicial
pedindo o embargo de seus bens. Por fim, incapaz de resgatar
suas dívidas, o indivíduo abre falência.
O mesmo ocorre com a gripe. Se ele tivesse saldado a dívida,
ainda que com dificuldades, ao receber a primeira intimação,
o problema estaria solucionado. Mas quando recorre aos tratamentos
medicamentosos, que se baseiam principalmente nos remédios,
ele apenas encontra um alívio temporário, pois
sua dívida se avulta. A cada nova protelação
mais
aumentam as toxinas, até que, finalmente, a cobrança
é feita de uma vez. É o caso da pneumonia.
Por outro lado, o credor pode levar em consideração
a solvência do devedor,cobrando a dívida gradualmente.
É o caso da tuberculose.
Terapeuta
Michel Kallas.
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