Promoções, promessas, pagamentos em muitas parcelas parecem
hipnotizar. "O Natal é uma tentação. Tem que programar para
não gastar mais do que tem para pagar depois, porque depois
vem um período cheio de despesas e pode ficar caro", adverte
o professor Luís Carlos Ewald.
O Fantástico convidou o professor Luís Carlos Ewald para fiscalizar
e dar palpites nas compras de Marta, uma consumidora natalina
compulsiva. Esteticista, ela ganha R$ 1,4 mil por mês e quer
torrar o 13º em presentes.
Ela tem uma lista de 15 pessoas. Primeira parada: loja de brinquedos.
- Professor, a Dani gostou dessa boneca que está no valor de
R$ 124,99.
- R$ 125, uma boneca? Não tem outra?
- Tem.
- A outra está com que preço?
- R$ 49.
"Normalmente,
o brinquedo é de um modelo, uma marca que foi muito propagandeada
e pode ter vários preços em várias lojas. Tem que procurar,
pesquisar, porque vai conseguir o melhor negócio", afirma o
professor.
E lá vão eles atrás de presentes para os homens da família.
"Eu acho que eu vou comprar em uma loja porque vi as vantagens.
As roupas são interessantes", diz Marta.
De qualquer maneira, vamos ver as condições para pagar nessa
loja. "No pagamento à vista, você teria 10% de desconto. No
pagamento de uma mais quatro parcelas, você teria 5% de desconto.
No cartão, em seis vezes sem juros", explica a lojista.
"É um bom negócio 10% à vista. Vale a pena, mas primeiro você
tem que correr atrás, ver o preço à vista em outras lojas. Se
aqui for melhor, você fecha com desconto para pagar à vista",
aconselha o professor Luís Carlos Ewald.
Pão duro? Que nada. Ele tinha razão. "Uma coleção antiga de
roupas de homem não muda quase nada. Tanto faz inverno ou verão.
A gente usa bermuda no verão, principalmente no Rio de Janeiro.
Então, aproveita", diz ele.
Os homens da família de Marta terão, sim, roupa nova neste Natal.
"Você fez um bom negócio. Você ia gastar quase 300 pratas. Agora,
não vai gastar nem R$ 100. Tem que gastar sola de sapato que
você economiza mesmo", indica o professor.
O economista conservador' nos gastos consegue achar camisas
baratíssimas.
- Por que está tão barata assim? Por R$ 5?
- Porque são produtos de segunda linha. São produtos com um
pequenino defeito e sujeirinhas bem pequenininhas.
- Vale a pena. Um botão a gente bota. Sujeirinha? A gente lava
roupa nova antes de usar.
Marta, sozinha em outra loja, aproveitou para gastar. Até o
professor chegar, é claro.
- Nossa! Muito lindo esse vestido. Para o reveillon está um
espetáculo. Quanto está o vestido? - Esse tá R$ 199.
- Mas na vitrine está entre R$ 19 e R$ 29...
Luís Carlos Ewald chama a atenção: "Você entrou em uma loja
de iscas. Tem promoções de produtos fora de época, fora de estoque,
off, como eles chamam, que são mais baratos. Aí, você tem que
tomar cuidado para não pagar mais caro, distraída".
Fim da jornada. Com o professor ao lado, Marta acabou as compras
com poucas sacolas e a maior parte do dinheiro na carteira.
"Nós auxiliamos você a fazer boas compras no Natal e passar
umas festas sem preocupação. A ocasião é de festa, de família,
mas depois não pode ter tristeza quando passarem as festas.
Feliz Natal", deseja o professor Luís Carlos Ewald.