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  ARTIGOS


DE OLHO NOS JUROS

29/09/2002

Na hora das compras é sempre assim: a gente chega no caixa para pagar e daí vem o dilema: qual a melhor forma de pagamento?

"O objetivo é o desconto. A melhor forma é mostrar o dinheiro. Isso impressiona, porque o dinheiro impressiona, o dinheiro não volta", explica o economista Luís Carlos Ewald.

Se você não tiver dinheiro, a segunda opção é:

"Pagando à vista, você pode pagar em cheque. Mas vai ter que ser consultado, cheque vai pagar CPMF. Daí a chance de você conseguir um desconto é bem menor", diz o economista.

Imagine então se a opção for o cartão de crédito!A empresa está pagando comissão para a empresa de cartão de crédito.

E quando você paga com pré-datado, olha só o caminho que ele faz. Do caixa da loja, ele vai parar no caixa do banco bem antes da data prevista. Na verdade, é o banco que "segura" seu cheque. E claro, cobra por isso. E o lojista repassa esse custo para você, consumidor!

Às vezes, as formas de pagamento são tão irresistíveis.

"São irresistíveis, mas são um cupim para o seu bolso", observa o economista.

Quanto maior a tentação, maior o cupim! Por trás de todas essas formas de pagamento, existem armadilhas, como o pagamento em parcelas sem juros. Até quantas vezes sem juros a gente pode acreditar?

"De fato, não pode acreditar em nenhuma.Tem seis vezes, oito vezes, dez vezes, mas os juros estão embutidos. O preço à vista foi aumentado para poder bancar o prazo", garante o economista.

Na verdade, você mereceria um desconto se estivesse pagando a vista. Se não der desconto à vista, compra a prazo que é vantagem! Mas nunca deixe de pechinchar! O desconto no pagamento à vista deve ser proporcional ao juro que seria cobrado nas parcelas. Um exemplo:

Duas vezes sem juros, com a primeira entrada é um clássico. Você pega um vestido de R$ 100, que pode pagar R$ 50 de entrada e R$ 50 no mês que vem. E se pagar à vista tem 10% de desconto.

Prestou atenção? Estão te oferecendo um vestido que custa R$ 100. Mas se dão 10% de desconto, na verdade, o preço real dele é R$ 90. Se a loja está te dizendo que não cobra juros, o correto seria pagar R$ 50 de entrada e R$ 40 no segundo cheque.

"Esses R$ 40 vão se transformar em R$ 50 no pré-datado. Juros de 25% ao mês, um absurdo! Tem que pagar à vista, não pode pagar a prazo de jeito nenhum!", diz o economista.

Luís Carlos Ewald preparou uma tabela detalhada para que você consiga descobrir os juros que estão escondidos nas compras a prazo. Ela compara várias formas de pagamento e te dá bons argumentos para negociar um desconto. Mas às vezes, a solução não está na matemática.

O economista ensina uma dica que pode ser útil para resistir à tentação de comprar alguma coisa supérflua. Como por exemplo, uma pasta de dente importada.

Professor: - A dica é andar com uma nota alta. Quanto é a pasta de dente?

Vendedor: - R$ 5,50.

Professor: - Pelo menos R$ 5 pode fazer.

Vendedor: - Não posso.

Professor: - Vem cá, vou te dar trocado...

Vendedor: - Não serve.

Professor: - Então, tá bom. Eu vou levar. Tenho só R$ 50 para trocar. Você troca?

Vendedor: - Não senhor, não tenho troco.

Professor: - Saí levando, tá vendo? Nota grande não troca. Semana que vem, saiba como negociar suas dividas.

TABELA DE CÁLCULO DE JUROS

Imprima a tabela e leve na carteira para consultar na hora de comprar a prazo.

PAGAMENTO COM PRIMEIRA ENTRADA:

Se a vista o desconto for de 10%, a prazo os juros vão ser de:
em 2 vezes iguais - 25%
em 3 vezes iguais - 11,6%
em 4 vezes iguais - 7,5%

Se a vista o desconto for de 5%, a prazo os juros vão ser de:
em 2 vezes iguais - 11,1%
em 3 vezes iguais - 5,4%
em 4 vezes iguais - 3,5%

PAGAMENTO SEM ENTRADA

Se a vista o desconto for de 10%, a prazo os juros vão ser de:
em 2 vezes iguais - 7,3%
em 3 vezes iguais - 5,5%
em 4 vezes iguais - 4,4%

Se a vista o desconto for de 5%, a prazo os juros vão ser de:
em 2 vezes iguais - 3,5%
em 3 vezes iguais - 2,6%
em 4 vezes iguais - 2,1%

Artigo publicado no site www.globo.com/fantastico

 

 

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