Quanto você ganha por mês? Essa é uma pergunta fácil de responder,
mas você sabe exatamente quanto você gasta por mês? E você é
daqueles que acabam no vermelho?
Para se desenrolar, existe uma fórmula quase mágica: fazer um
orçamento. "Na prática, é botar de lado o quanto você ganha
e o quanto você gasta, para ver no fim o que sobra. Essa relação
pronta é o seu orçamento", simplifica Luís Carlos Ewald, professor
de Economia.
Lápis e papel na mão para aprender a calcular seus gastos no
mês. O professor de Economia, Luís Carlos Ewald, listou os itens
fundamentais desse orçamento.
- Morar
"Morar, você tem que pensar primeiramente no aluguel, depois
no condomínio, nas despesas que você tem dentro de casa para
morar", diz ele.
-
Comer
"Nós estamos em um restaurante, mas o que pesa mesmo é supermercado,
feira, açougue, padaria", enumera o economista.
- Estudar
Além da mensalidade, aqui entra transporte, material escolar,
livros e revistas. Veja essa dica: "Eu vim estudar na livraria
porque tem maior variedade de livros e, hoje em dia, os livros
estão muito caros", comenta a estudante Cinara Gomes.
- Saúde
Temos que somar os seguros mais médico, dentista e remédios.
-
Vestir
"Tem que ser classificada a roupa de homem, a roupa de mulher,
a roupa das crianças e o calçado de homem, de mulher e de criança.
De preferência, comprar tudo em liquidação", indica o professor
Luís.
-
Cuidados Pessoais
"Não deixa para fazer quinta, sexta e sábado, porque é mais
caro", adverte Luís Carlos.
-
Ir e Vir
Marque os gastos de passagens de ônibus e metrô. Se você tiver
carro, combustível, oficina e o seguro.
-
Lazer
Inclua clubes, cinema, teatro e restaurantes.
O próximo passo agora é saber se os gastos com cada item do
orçamento estão corretos. Para isso, existe um comportamento
padrão do brasileiro. Quanto se deve gastar com cada item do
orçamento?
"A Fundação Getúlio Vargas apurou que a família padrão brasileira
gasta 30% em habitação e moradia, 25% em alimentação, 12% em
saúde e cuidados pessoais, 8% em educação e cultura", explica
o professor de Economia, Luís Carlos Ewald.
E mais 15% em transporte, 5% em vestuário e 5% em despesas diversas.
Vanessa e Marcos estão quebrando a cabeça para conseguir isso.
O casal tem dois filhos e, há dois anos, financiou um apartamento.
"No total, ganhamos R$ 1250", conta Vanessa.
Para fazer seu orçamento, ela tem que somar as despesas no mês.
No fim, percebe que passou de R$ 1300.
O professor começa sugerindo cortes na energia elétrica. "Vocês
estão gastando mais de R$ 60. Eu acho que tinha que ser pelo
menos a metade", diz ele.
"Vou ensinar as crianças a desligar a luz e ver uma coisa que
está podendo cortar", diz Vanessa.
"Podem cortar pelo menos 50% do telefone. Ia render mais uns
R$ 35, R$ 40 por mês e ajuda no pagamento do cartão", comenta
Luís Carlos.
"Todo mundo hoje está gastando o que não pode com celular e
abusando disso. Usa o telefone fixo que é muito mais barato",
lembra o professor.
Ele manda eliminar também o cartão de crédito. "Eu uso ele como
refúgio. Acabou, não tem mais dinheiro, vai no cartão, porque
eu não posso deixar de faltar alguma coisa em casa. Já tive
que vender uma moto para tentar quitar. Quitei, mas no outro
mês já começou a dívida de novo", diz Marcos.
"Uma boa saída para isso é você apelar para os parentes e ver,
por exemplo, se você tem um tio ou um cunhado que tem dinheiro
na poupança, ganhando, no máximo, 1% ao mês. Pede dinheiro emprestado
a ele. Paga você 1% ao mês", indica Luís Carlos.
"Se vocês, daqui para frente, começarem a, uma vez por semana,
no mínimo, anotar tudo o que gastaram, quando chegar no fim
do mês vocês vão ver que vão poder economizar muito mais cortando
gastos que são supérfluos por não ter administração do orçamento",
garante o economista.